Planilha para organizar seu orçamento pessoal
Organizar seu orçamento pessoal é o primeiro passo para a independência financeira. Aprenda aqui a montar a sua planilha.
Conquistar a independência financeira é uma tarefa árdua para muitos. Além dos obstáculos mais comuns, como baixa renda e alto custo de vida, a falta de educação financeira desde a infância gera adultos com dificuldade de administrar o próprio dinheiro. De acordo com uma pesquisa publicada pelo SPC Brasil em 2020, 48% dos brasileiros não controlam o próprio orçamento. Desses, 25% afirmaram contar com a memória para acertar as despesas e 20% sequer anotam suas receitas e despesas. A consequência disso? Uma população de pessoas endividadas.
Dados levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) provam essa realidade: 66,3% dos consumidores brasileiros possuem dívidas em seus CPFs. E vale ressaltar que as dívidas ultrapassam a barreira das classes sociais. Agora, as famílias que recebem até 10 salários mínimos que estão inadimplentes somam 67,7%, enquanto as que recebem mais de 10 salários mínimos somam 60%.
Independente de você fazer parte dessa estatística ou não, ou simplesmente não querer entrar para esses dados, só há uma saída: organizar seu orçamento pessoal.
- Analise seus gastos dos últimos três meses
O primeiro passo é saber quanto você realmente gasta. Nessa etapa, você deve emitir e analisar faturas de cartão de crédito e extratos detalhados de suas contas correntes dos últimos três meses. Identificar seu padrão de gastos é fundamental, e nos leva ao passo número 2.
- Divida suas contas por categorias
Agora que você já sabe com o que gasta, quando gasta e onde coloca o seu dinheiro, chegou a hora de dividir suas contas por categorias:
- Gastos essenciais, como alimentação, aluguel, financiamento, conta de água, luz e internet;
- Gastos não essenciais, como roupas, produtos para casa e lazer;
- Investimentos, como poupança, previdência privada, ações e afins.
O ideal é que os seus gastos essenciais não ultrapassem 50% da sua renda líquida mensal. Os gastos não essenciais não devem extrapolar os 30% e é recomendado que você poupe de 10 a 20% do seu orçamento para o futuro ou para emergências. Após analisar os seus gastos do último trimestre, é possível avaliar em quais áreas você precisa controlar os gastos.
- Priorize a liquidação de dívidas
Se possui dívidas no seu nome, concentre suas energias em liquidar as contas mais caras, que normalmente são as que mais cobram juros. Empréstimos bancários, parcelamentos, faturas de cartão de crédito e cheque especial são campeões quando o assunto é triplicar de valor. Comprometa-se a evitar fazer mais contas até que já estejam quitadas as dívidas que você já possui.
- Faça do cartão de crédito um aliado, não um inimigo
Não precisa cancelar o cartão de crédito como uma medida desesperada. Você pode aprender a usá-lo com sabedoria. Se você paga anuidade, verifique com o gerente do seu banco se é possível fazer o upgrade para um cartão melhor, que renda mais pontos por fatura e ofereça programas de benefícios. Com os pontos acumulados você pode transferir para milhas e vendê-las posteriormente, por exemplo.
Quando o assunto é gastos, uma boa dica é concentrar seus gastos no crédito (onde rende pontos), e não gastar no débito. Isso evita que você gaste de todos os lados. Parcelar uma compra? Só se você estiver adquirindo um bem durável.
- Faça uma avaliação de redução de gastos
Buscar por planos de internet, TV e telefone mais econômicos pode render uma grande economia todo mês. Além disso, vale conferir na fatura se há assinaturas fixas e se você realmente utiliza todas elas. Por exemplo, você realmente assiste todos os sites de streaming que assina e paga todo mês?
- Possui financiamento? Faça uma análise contratual
Financiamentos de carros, motos e imóveis podem chegar a consumir quase metade da renda bruta familiar. Só isso já torna mais dificultosa a missão de pagar todas as parcelas até o fim do contrato. Levando em consideração que o Brasil é um dos países que mais embutem juros abusivos no mundo, fica cada vez mais clara a necessidade de realizar uma análise contratual com uma assessoria especializada.
A assessoria de sua confiança conta com os melhores profissionais para avaliar se há ilegalidades no seu contrato para, assim, entrar com uma ação revisional solicitando a redução do valor do financiamento na justiça. Nós, da Mota Assessoria, reduzimos em até 70% o valor do contrato de nossos clientes, facilitando a sua jornada rumo à independência financeira.
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